Faça direito para fazer uma vez só

Feito é melhor que Perfeito

Você já se perguntou quanto custa o tempo? E o custo de oportunidade? Talvez estas perguntas existam quando nos deparamos com situações problemáticas ou que tenham saído do controle. Quando nos propomos a fazer algo, imaginamos o mundo perfeito, porém muitas vezes não nos planejamos e é aí que começa o pesadelo.

Na área de desenvolvimento de software não é diferente, segundo relatório CHAOS da Standish Group publicado em 2015, anualmente os Estados Unidos da América gastam em torno de US$ 250 Bilhões, sendo que deste montante, aproximadamente 31% dos projetos são cancelados e 52,7% de todos os projetos encerram com um custo de 189% acima do planejado, ou seja, estamos falando que dos 250 bilhões de dólares, aproximadamente 78 Bilhões de dólares são jogados fora.

Já pensou o que poderíamos fazer com este valor? Agora vamos imaginar. Partimos da premissa que algo foi realizado nestes 31,1%. O que fazemos com este tempo que se gastou? E a mão de obra que foi empenhada? Se tudo isto fosse empenhado em outras atividades de sucesso e que trariam retorno, talvez poderíamos triplicar este custo, passando a ter uma perda de aproximadamente 250 Bilhões de dólares. Além desta perda, outro índice alarmante é que 42% das falhas ou atrasos em projeto de software estão ligadas a Bug de aplicação ou erros, ou seja, fatores ligados a planejamento, modelagem e definição do software.

Ao longo da nossa caminhada nesta área de desenvolvimento de software, detectamos alguns fatores que contribuem para o insucesso do projeto. Segue abaixo alguns destaques:

  • Mau dimensionamento:
    Normalmente esta parte é feita pelo arquiteto ou até mesmo pela equipe de vendas e muitas vezes (ou na maioria) não respeitam a parte técnica.
  • Falta de planejamento:
    Sem planejamento não chegamos a lugar nenhum, sendo o resultado uma obra do acaso.
  • Não ouvir o cliente:
    Erro clássico, muitos profissionais acham que sabem o que o cliente quer, mas é tão mais simples ouvi-lo ao invés de deduzir. O cliente sempre deve ser ouvido, pois ele é o patrocinador do projeto e é para ele o resultado final.
  • Muita execução e pouco planejamento:
    Executa-se demais e planeja-se de menos. Muitas empresas “constroem o avião”, em pleno voo. 
  • Comunicação falha:
    A comunicação é uma arte e precisa ser dominada, todos que estão no projeto devem estar alinhados. Muitos gerentes de projeto PMP faltaram nesta aula.
  • Objetivos não definidos:
    Todos devem saber para que o projeto existe e porquê. Pois, sendo claros, todos contribuem para os objetivos apresentados.
  • Ausência de metodologia:
    Atualmente temos centenas de metodologias, porém, deve-se, de forma criteriosa, descobrir a ideal e como utiliza-la corretamente.
  • Não conhecer os ativos organizacionais:
    Não saber onde está é grave, ainda mais não saber como funciona. Toda empresa tem procedimentos pré-definidos que precisam ser atendidos, a não execução destas rotinas ou procedimentos podem impactar diretamente no projeto.
  • Má administração das informações:
    O que podemos reutilizar? O que temos? Não saber o que tem pode custar muito.

Um projeto de software normalmente pode ser mais complexo que outros projetos, pois software é abstrato, ou seja, não conseguimos toca-lo é difícil de mensurá-lo. Além disto temos variáveis como a tecnologia que muda rapidamente, requisitos que não são apresentados ou coletados incorretamente, mudanças ocorrem frequentemente (imagina um software de apuração de impostos), entre outros pontos.

Para buscar um bom resultado, as corporações devem primeiramente saber o que tem, fazendo um levantamento de todos os programas e as funções que os mesmos possuem. Além disto, mantê-los atualizado é essencial. Sempre que houver uma necessidade, tendo um catalogo, fica mais fácil tomar a decisão: Criar, Aperfeiçoar ou Reutilizar?

Vamos imaginar que sua empresa tem um software de mercado, porém sofre atualizações e estas atualizações impactam nas customizações. Assim que uma atualização é enviada, vem a primeira pergunta: Qual meu impacto? Será que você sabe.

Outro fator importante é quanto a otimizar, ou seja, fazer com que os programas executem de forma correta e harmônica utilizando adequadamente os recursos disponíveis e por último procurar fazer mais com menos, ou seja, fazer com que o software seja performático e consiga cada vez mais processar mais no menor tempo com o menor custo.

by Evandro Deliberal

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